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Ubirajara Almeida, Mestre Acordeon é um dos alunos do legendário Mestre Bimba, várias vezes campeão nos anos 70, criador de um dos primeiros grupos a apresentar espetáculos de Capoeira nos palcos do Brasil (Grupo Folclórico da Bahia), ex-professor de administração de empresas, vive hoje exclusivamente de Capoeira nos Estados Unidos. É autor de vários livros, artigos em revistas e CDs. Foi um dos pioneiros da Capoeira em São Paulo. Em 1968, em parceria com Ayrton Neves Moura, mestre Onça, fundou na rua Augusta a academia K-poeira, um dos melhores centros de prática e ensino da arte-luta em São Paulo. Atualmente, mantém uma escola com mais de 300 alunos, em parceria com Cássio Martinho (mestre Rã), em Berkeley (EUA). Exímio jogador de Capoeira, dono de grande simpatia e fluência verbal que o fazer ser uma companhia das mais agradáveis e frutíferas em todo o universo da Capoeira.
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O Pernambucano João Francisco dos Santos (1900-1976), o mítico Madame Satã, era uma espécie de bandido chique. Dizia ser filho de Iansã e Ogum e devoto da cantora americana Josephine Baker. Homossexual assumido em plenos anos 30, ele reinava como camareiro, cozinheiro, transformista, leão de chácara e ladrão no submundo da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro. Negro, pobre e analfabeto, João dos Santos ganhou o apelido de Madame Satã por causa de uma fantasia que usou no bloco carnavalesco Caçadores de Veados em 1942.
Madame Satã foi especial pela infinita capacidade de transformação. Nunca aceitou um único papel. Homossexual, se vestia com o chapéu de panamá e linho apurado de bom malandro, a despeito das sobrancelhas feitas. Jamais admitiu homem se casar com homem e chegou a ter rumorosos casos com meninas de 12 anos. Lutador, viveu quase 28 anos preso em lendária tranqüilidade. Negro, usava os cabelos longos e alisados e comprava briga para ir aonde bem entendesse.
Para entender quem foi Madame Satã, é preciso compreender quem foi João Francisco dos Santos e o que foi a Lapa dos anos 30, território-livre da malandragem que resistiu ao bota-abaixo do Centro do Rio, promovido pelo prefeito Pereira Passos. O desmanche de morros, a abertura de avenidas e a demolição de cortiços foi uma tentativa de assepsia da capital federal que, no início do século 20, contava com 800 mil habitantes, 200 mil deles desocupados de todas as espécies, de baleiros a biscateiros, desempregados, rufiões, prostitutas e jogadores de capoeira, entre eles o próprio João dos Santos.
Foi nesse tipo de ambiente que surgiu Madame Satã. Vinte anos depois da Abolição, o menino trabalhava como escravo em Itabaiana, na Paraíba, antes de fugir para o Rio. Depois passou para as mãos de Catita, uma cafetina de 180 quilos que comandava um dos bordéis mais animados da cidade e tornou-se freqüentador de célebres bares e cabarés da mitologia carioca: Colosso, Capela, Imperial, Bahia, Apolo, Royal Pigalle, Viena Budapest, Casanova e Cu da Mãe. Era um tempo de uma marginalidade pré-industrial, com raras armas de fogo, quando um negro forte podia criar fama no tapa e na navalha, antes de se lambuzar com um "boneco" de cinco gramas de cocaína comprado na farmácia mais próxima.
Ao todo, João Francisco contabilizou 27 anos e oito meses de cadeia, 29 processos, 3 homicídios e cerca de 3 mil brigas. Ágil lutador de capoeira e mestre no manuseio da navalha – contam que ele sempre trazia uma presa na sola do sapato –, Madame Satã só recorria ao revólver em situações extremas, a exemplo da vez em que desfechou um tiro num soldado, na esquina da rua do Lavradio com a avenida Mem de Sá. Na famosa entrevista concedida ao histórico tabloide O Pasquim, em 1976, com seu deboche habitual o malandro afirmou ter sido preso injustamente, alegando que a arma disparara de forma casual. “A bala fez o buraco, quem matou foi Deus”, afirmou. Dizia que não brigava, se defendia.
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Ápio Patrocínio da Conceição mais conhecido como Camafeu de Oxóssi nasceu em Salvador, no bairro Gravatá no dia 04 de outubro de 1915 e faleceu em 1994. Mestre de capoeira, foi presidente do Afoxé Filhos de Gandhi no período de (1976 a 1982) e Obá de Xangô, Osi Obá Aresá no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, ao lado de Carybé, Dorival Caymmi e Jorge Amado, tinha três barracas no Mercado Modelo, ganhou o restaurante de presente do então prefeito Antônio Carlos Magalhães.
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José Gabriel Góes nasceu em Santo Amaro da Purificação no dia 19 de março de 1929. Começou na Capoeira aos oito anos de idade, e nunca se formou nela, por convicção. "A capoeira nunca pára", diz ele. Sempre foi um excelente capoeirista, dono de agilidade incomum. Conviveu com grandes expoentes da Capoeira. Desde 1966, quando integrou a delegação brasileira no Premier Festival International des Arts Nègres, em Dakar (Senegal), tornou-se um embaixador itinerante da Capoeira, tendo visitado muitos países e transmitido seus conhecimentos.
Foi consagrado em algumas obras de Jorge Amado. Um dos mais requisitados tocadores de berimbau de toda a Bahia, Mestre Gato Preto é uma das figuras mais queridas no universo da Capoeira, graças à grandeza de seu caráter.
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No dia 28 de agosto de 1950 nasce Luiz Américo da Silva, o Mestre Mintirinha. Aos 6 anos de idade, Luiz Américo se depara com a capoeira e começa a treinar no Grupo de Capoeira São Bento Pequeno, que tinha como Mestre, Osvaldo Lisboa do Santos, conhecido como Mestre Paraná, que não cobrava nada e dava aulas no fundo de um quintal.
Aos 15 anos começou a dar aulas de capoeira para uma turma. 1966 estava em uma roda na quadra da Estação Primeira de Mangueira, quando Mestre Paraná o apresentou como Mestre Mintirinha.
Se consagrou mais tarde como o primeiro campeão brasileiro de capoeira, tetracampeão interestadual de capoeira pela confederação brasileira de pugilismo, e muitos outros.
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Nasceu em Itabuna no dia 31 de março de 1930. Aos sete anos começa a praticar capoeira com Mestre Paizinho. Nessa época, conta Mestre Artur, que a prática da capoeira era proibida.
Na adolescência, Mestre Artur Emidio se apresentava em programas de “luta livre” em circos e parques de diversão, onde se mostravam habilidades de artes marciais pouco conhecidas, e principalmente, a Capoeira.
Em 1955 se mudou com a família para o Rio de Janeiro. Segundo Mestre Artur, naquela época só existia uma capoeira, a do Mestre Sinhozinho, sem ritmo, sem música, só luta.
Seu primeiro aluno foi Djalma Bandeira, companheiro de viagens ao exterior, com quem o Mestre se aproximava na capoeira. Foi um dos pioneiros na difusão internacional da Capoeira.
Uma artrose no joelho esquerdo o impossibilitou de continuar jogando e ensinando Capoeira, mas ainda dá palestras sobre a Capoeira, seus fundamentos e sua história.
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Recebeu o apelido de Boneco quando foi “batizado” por Mestre Touro ao receber sua primeira corda. De lá para cá, transformou a paixão pela capoeira em profissão e conquistou o mundo com a certeza de desenvolver um trabalho sério, ensinando toda a magia e essência da arte e luta que conquista adeptos por todo planeta.
Passou cerca de 18 anos no Grupo Senzala, onde aprendeu a respeitar e honrar cada “corda” que conquistava. Em 1988 deixou o Grupo Senzala e em 1989, fundou o Grupo Capoeira Brasil.A mais de 20 anos Mestre Boneco vem viajando pelo mundo, dando workshops, palestras e cursos em universidades como Yale, UCLA, Loyola, academias e congressos de fitness. Tem hoje sob sua tutela cerca de 70 instrutores espalhados pelo mundo, desenvolvendo um trabalho sério, mantendo a proposta do grupo de manter acesas as tradições e raízes da capoeira.
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Em 1989, Mestre Paulão (CE), Mestre Boneco (RJ) e Mestre Paulinho Sabiá (Niterói), até então integrantes do Grupo Senzala, decidem fundar o Grupo Capoeira Brasil.
Com um trabalho consolidado em Fortaleza, no ano de 1993, Mestre Paulão decide-se mudar para a Holanda e, de lá para cá, vem realizando trabalhos para o desenvolvimento da capoeira na Europa. Hoje o Grupo Capoeira Brasil está nos seguintes países europeus: Austrália, Bélgica, França, Espanha, Alemanha, Itália, Hungria, Polônia e Suécia. As aulas são ministradas por graduados, instrutores, professores, formandos e formados, todos sob a supervisão de Mestre Paulão.
Em 2007, o Mestre Paulão organizou seu 13 º Festival Internacional & Batizado na Holanda. Desde 1993, vem realizando inúmeros workshops, participando de programas de TV e apresentações no exterior. Por sua popularidade, Paulão é sempre bem-vindo em batizados e eventos de outros grupos de capoeira.
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Paulo César da Silva Sousa, Mestre Paulinho Sabiá, é um dos fundadores do Grupo Capoeira Brasil. Ele começou a praticar capoeira na rua, em Niterói. Em 1970, seu pai o matriculou em um grupo chamado Rio Antigo, porque achava um pouco perigoso para um menino de 10 anos praticar aquela capoeira de rua.
Em 1972, conheceu Mestre Gato, num campeonato que participou e no final de 1973 passou a integrar o Grupo Senzala, ali permanecendo até janeiro de 1989 quando juntamente com Mestre Paulão Ceará e Mestre Boneco, resolveram fundar o Capoeira Brasil. Atualmente mantém sua academia em Niterói, com um trabalho diferenciado, comandando seus alunos e professores.
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José Ramos Do Nascimento, nascido em Cachoeira, é Capoeirista de fama na Bahia, marcou época e ganhou notabilidade ímpar na arte das Rasteiras e Cabeçadas. Nodisco fonográfico, produzido pela Editora Xauã, intitulado “Capoeira” – hoje uma das raridades mais preciosas para os estudiosos e adeptos desta Arte – tem presença marcante envolvendo a todos os ouvites. Sobre a beleza e periculosidade do seu jogo, assim se referiu Jorge Amado: “Traíra, um cabloco seco e de pouco falar, feito de músculos, grande mestre de capoeira. Vê-lo brincar é um verdadeiro prazer estético. Parece bailarino e só mesmo Pastinha pode competir com ele na beleza dos movimentos, na agilidade, na rigidez dos golpes. Quando Traíra não se encontrana Escola de Waldemar, está ali por perto, na Escola de Sete Molas, também na Liberdade”. Mestre Traíra também teve importante participação no filme “Vadiação”, de Alexandre Robatto Filho, produzido em 1954, junto aos outros grandes capoeiristas baianos como Curió, Nagé, Bimba, Waldemar, Caiçara, Crispim e outros.”
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Ezequiel Martins Marinho, Mestre Eziquiel da Bahia nasceu em São Gonçalo dos Campos, no dia 18 de outubro de 1941. Iniciou-se na Capoeira ainda cedo, mas foi somente na década de 60, levado por Sacy, aluno de Mestre Bimba, chegou ao Centro de Cultura Física Regional - CCFR - de onde não saiu mais, formando-se lenço azul do Mestre e um dos seus mais fiéis discípulos.
Foi por muito tempo da Polícia Militar Bahiana, onde iniciou sua carreira de Mestre de Capoeira ensinando no quartel dos dendenzeiros. Mais tarde, com a partida de Mestre Bimba para Goiânia (1972), assumiu, juntamente com Mestre Vermelho 27, a responsabilidade pela academia do antigo Mestre no Terreiro de Jesus (Salvador). Por fim, acabou por fundar seu próprio grupo, o Grupo Luanda, que funcionou até sua morte com sede no Cabula.
Como discípulo de Mestre Bimba é juntamente com Mestre Itapoan, um dos maiores responsáveis pela disseminação da filosofia e dos conhecimentos de seu Mestre e da Capoeira Regional pelo mundo da Capoeira. Em especial, no Grupo Capoeira Gerais, essa dupla foi fundamental no preparo de todas as formaturas. Mestre Itapoan comandando a parte teórica e histórica da Regional, e Mestre Eziquiel preparando os esquetes dos jogos de Iuna, Benguela e São Bento Grande, como também, das sequencias e balões ensinados no CCFR.
A figura humilde, alegre e amiga de Mestre Eziquiel sempre foi uma porta aberta para qualquer pessoa interessada em aprender um pouco mais. No passado, a voz marcante, com um estilo único de interpretar, fez dele um dos maiores cantadores e compositores da Capoeira, enquanto, no presente, a saudade e o vazio deixados por sua partida o tornam uma das maiores presenças em nosso meio.
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João Oliveira dos Santos nasceu em 1933. Foi na academia de Mestre Pastinha que recebeu os nomes Gavião e João Grande. Foi com ele em 1966 para o I Festival de Arte Negra de Dakar; participou do grupo folclórico Viva Bahia, viajando pelo mundo. Em 1981 é convidado com Lua de Bobó e Nô, pelo sociólogo Ken Dossar, para o Festival de Arte Negra de Atlanta. De lá vai ao encontro de Negro Gato, para fazer oficina em Nova York. Em Manhattan vive até hoje criando a Internacional Capoeira Angola Center.
Mestre João Grande ganhou em 2003 o doutor honoris causa pela Universidade de Upsala. Em 2005 a mais importante homenagem do governo americano, recebendo o National Heritage Fellowship Award. Waldeloir Rego escreveu sobre ele em 1969: “É dentre todos os grandes capoeiristas jovens o que mais truques de ataque e de defesa conhece, contribuindo para isso a flexibilidade de seu corpo, o mais ágil de todos os capoeiras da Bahia.
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Antônio Cesar de Vargas, nascido em 1958, pratica a Capoeira desde os 10 anos de idade. Começou com mestre Rony (já falecido), do Grupo Palmares de Capoeira. Depois, foi aluno de mestre Touro, um dos expoentes da Capoeira carioca, do Grupo Corda Bamba de Capoeira (subúrbio do Rio de Janeiro), de quem recebeu o cordel azul. Formou-se em 1985, no Grupo Senzala, com mestre Peixinho. Grande compositor, lançou recentemente seu primeiro CD. Desenvolve um trabalho com crianças e coordena uma instituição de educação infantil.
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Mestre Peixinho nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1947. Iniciou a capoeira em 1964, entrando para o grupo que veio a ser chamar Grupo Senzala, em 1965, como um de seus fundadores. Participou do torneio Berimbau de Ouro em 1967, 1968 e 1969. Ministrou aulas de capoeira na UFRJ de 1973 a 1980, na UERJ de 1979 a 1983. Participou de exibições e shows no teatro Municipal (1971) e Sala Cecília Meireles (1969), Festival Internacional na Ilha de Reunion (1977), Projeto Brasil em Preto e Branco, durante seis meses na Europa, em 1987, organizador dos primeiros encontros europeus de capoeira a partir de 1987 e dos Encontros Escandinavos de Capoeira, a partir de 1990. Atualmente Mestre Peixinho coordena um extenso grupo de professores que ensinam em diversas cidades brasileiras, européias e americanas do norte.
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Rafael Alves França nasceu em Santo Amaro da Purificação (BA) em 1917. Com 4 anos de idade se iniciou na Capoeira com ajuda de seu primo e mestre, Besouro. Ao longo de sua vida sofreu influência de vários outros mestres capoeiristas como Maitá, Licurí, Joité, Canário e etc.
Foi o terceiro Sargento no antigo Quartel do CR em Campo Grande, tendo participado da Revolução de 32 e tantas outras. Durante muitos anos ensinou no Centro Esportivo de Capoeira Angola Dois de Julho.
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“Eu venho de longe, venho de Itabuna...
... Jogo capoeira, meu nome é Suassuna...”
Mestre Suassuna
Reinaldo Ramos Suassuna, nascido no dia 16 de janeiro de 1938, é um dos mestres de Capoeira mais importantes no Brasil. Começou na capoeira ainda garoto em sua cidade natal, Itabuna, por causa de um problema muscular em suas pernas que o obrigava a praticar algum esporte. Frequentou as rodas de rua, onde encontrava grandes capoeiristas da região, como os Mestres Sururú, Bigode de Arame e Maneca Brandão.
Em busca de conhecimento viajava sempre a Salvador, onde frequentou os mais famosos terreiros de capoeira da Bahia. Tomou como referência para desenvolver seu trabalho vários mestres capoeiristas como Pastinha, Waldemar, Caiçara e principalmente Bimba e Canjiquinha que o diplomaram reconhecendo seu trabalho como mestre.
Em 1965, Mestre Suassuna foi para São Paulo e realizou o que para muitos mestres, principalmente Bimba e seus discípulos, era um sonho e uma meta: Instalas a Capoeira de vez em São Paulo. Em 1967 fundou o Grupo de Capoeira Cordão de Ouro, um dos mais expressivos grupos da Capoeira brasileira e mundial.
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Manduca da Praia viveu por volta de 1850 no Rio de Janeiro. Nessa época muitos capoeiristas, seja individualmente ou em grupo, assustavam a sociedade carioca. Por trabalhar em uma banca de peixe e fazer a segurança de pessoas ilustres, Manduca da Praia achava que isso atrapalharia seus negócios, então não participava de grupos. Morador da Cidade Nova, era capoeirista por conta própria, não participando da capoeiragem local, não recebendo influência e nem visitando outras rodas. Recebeu título de valentão subestimando touros bravos, sobre os quais saltava quando era atacado.
Respondeu a 27 processos por ferimentos graves e leves, sendo absolvido em todos eles pela influência pessoal e de amigos. Fez fama e dinheiro, Foi famoso, temido e respeitado.
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Raimundo Cesar Alves de Almeida nasceu em 13 de Agosto de 1947 em Salvador. Em 1964, com 17 anos, começa a praticar Capoeira no Centro de Cultura Física e Regional, com Mestre Bimba, com quem treinou até 1972, quando Bimba decidiu mudar-se para Goiás. Ainda no mesmo ano, Mestre Itapoa resolve ter seu próprio trabalho e junto com Hélio Xaréu fundou a Ginga Associação de Capoeira.
Em 1980 fundou a Associação Brasileira dos Professores de Capoeira, da qual é presidente. Três anos depois, funda a Federação Baiana de Capoeira, da qual faz parte do Conselho de Mestres.
Mestre Itapoa é uma das maiores autoridades no país sobre o Mestre Bimba e sua Luta Regional, juntamente com Mestre Decânio. Lançou vários livros sobre a história e Capoeira de Bimba.
Além de capoeirista, Itapoa também é formado em Odontologia. É cirurgião dentista, professor adjunto da UFBA e vice-presidente do departamento de Odontologia Restaurada.
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José Tadeu Carneiro Cardoso, mas conhecido como Mestre Camisa nasceu em Jacobina, no ano de 1956. Vem de uma família de cinco capoeiristas, mas só começou a jogar capoeira em 1960, influenciado pelo irmão, Mestre Camisa Roxa. Ao se mudar com a família para Salvador participou das rodas dos mestres Waldemar e Traíra. Em 1970 foi aluno de Mestre Bimba. Ele e Camisa Roxa fizeram uma longa temporada de shows pelo Brasil. Em 1972, com 16 anos, abandonou os estudos e se mudou para o Rio de Janeiro, para se profissionalizar como capoeirista.
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